Mostrando postagens com marcador Jack Black. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Jack Black. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Kung Fu Panda 2

Competência Incompleta



Direção: Jennifer Yu Nelson
Título Original: Kung Fu Panda 2
Duração: 90 min
Idioma: Inglês
Lançamento: Jun/11

Mais uma vez, a Dreamworks mostra ser incomparável em apuro técnico, tendo Kung Fu Panda 2 como uma amostra emblemática dessas habilidades artísticas e tecnológicas que são a vantagem competitiva da empresa no mercado de animação. Infelizmente, o filme também demonstra bem os principais defeitos dos produtos: roteiros afundados por idéias batidas e personagens rasamente caracterizados.

Apesar de conversar com seus próprios clichês e tirar deles alguns ótimos diálogos como aqueles entre o Panda e seu mestre no começo da estória ou quase todos aqueles que envolvem o Pavão, vilão do filme. Contudo, os clichês que não são explorados satiricamente (uma marca da empresa desde o ótimo debut de Shrek) deixam o filme um tanto previsível e até enfadonho, sendo o mais frágil de todos eles a própria espinha dorsal do roteiro: protagonista adotado quer descobrir quem é buscando suas origens. Você já sabe onde isso vai dar - vingança envolvendo o vilão e a descoberta da identidade na família adotiva.

O fraco roteiro, no entanto, não consegue abalar um ótimo filme que conta com ação ininterrupta, lutas ágeis com coreografias inovadoras e e fantásticas paisagens - e eu não me cansaria de estressar o quão "fantásticas" elas são. A exploração cômica da natureza animal e instintiva de seus personagens, como a sábia cabra que fica todo o tempo tentando comer o manto do pavão (hilário), a menção ao acasalamento dos louva-deus também são um agradável elemento do filme. Mais alguns pontos positivos: a beleza da animação-retrô das cenas de flashback ou devaneios e a qualidade da versão 3D, que não abusa no uso de elementos para "fora da tela" e imprime profundidade aos fantásticos cenários bolados pela equipe de fotografia.

A Dreamworks provavelmente conta com os melhores animadores e técnicos do mundo, mas já passou da hora de investir um pouco mais nos roteiristas e roubar o trono da Pixar - que fora a derrapada com Carros, está sempre na pole position no quesito emoção.

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Rebobine, por favor

Uma onda, não um filme

Direção: Michel Gondry
Título original: Be kind rewind
Duração: 102 min
Idioma: Inglês
Lançamento: Out/2008

Já faz um bom tempo que assisti esse filme, mas vinha postergando a resenha, sempre escrevendo sobre outra coisa e deixando inconscientemente essa para depois. Pensando um pouco mais sobre o assunto, acredito que a causa dessa procrastinação tenha sido simplesmente uma moderada covardia. Acho que tinha um pouco de medo de falar mal de um filme que a crítica de maneira geral elogiou e que fez sucesso no boca-a-boca com muita gente o recomendando para os amigos.
Minha impressão, quando finalmetne o vi, foi a de que poucas outras pessoas realmente o viram também. O que me pareceu é que as pessoas fixaram-se apenas no conceito: montagens toscas para filmes clássicos como Caça-Fantasmas ou Dirigindo Miss Daisy. Aquilo que efetivamente faz do filme interessante, foi picotado e postado no YouTube em vídeos curtos com essas remontagens com orçamento tendendo a zero protagonizadas essencialmente por Jack Black e Mos Def. Essas cenas geralmente curtas são o que efetivamente dá alguma graça ao filme e, sinceramente, nem sei se vale o esforço de assistí-lo por outro motivo que não o de para esperar por elas. É inegável, no entanto, a contribuição cultural de Rebobine, por favor: o YouTube foi e continua sendo inundado por produções "custo zero" com versões "criativamente toscas" de filmes consagrados. Michel Gondry já fez muito melhor: vale mais a pena rever Brilho eterno de uma mente sem lembrança.

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Trovão Tropical

Baixas Expectativas

Direção: Ben Stiller
Título Original: Tropic Thunder
Idioma: Inglês
Lançamento: Ago/08

Apesar de algumas cenas constrangedoras ou escatológicas, em boa parte do tempo Trovão Tropical funciona bem - tem sacadas legais e desce merecidas pancadas na mesmice e falta de imaginação da indústria cinematográfica (hollywoodiana). O humor é bastante irregular: acerta quando põe o dedo na própria ferida, mas erra quando tenta acertar aleatoriamente toda e qualquer minoria e ser o mais politicamente incorreto possível.

É necessário entrar com o espírito certo de diversão descompromissada e dar um desconto para as partes mais autoindulgentes. As piores delas são certamente as que contam com as participações "especiais" de Matthew McConaughey e Tom Cruise. Apesar de dar um descanso para a sequência de eventos na selva e as personagens em si terem o seu valor (o produtor e o agente), as atuações exageradas dos dois são constrangedoras e beiram o patético. Tom Cruise dançando com a sua bunda postiça é muita vergonha alheia (e não do bom tipo).

O filme não se leva a sério e, obviamente, nós também não deveríamos: desligue o julgamento crítico e aproveite sem pensar muito. Só não pegue o filme pela metade, porque uma das melhores partes é logo no começo, quando os personagens principais são apresentados através de trailers dos seus principais "sucessos". Uma sátira mostrando o quanto os trailers (e também os próprios filmes) de uma determinada categoria são ridiculamente iguais. É uma pena que o resto do filme não se mantenha nesse mesmo nível.

PS. - Robert Downey Jr. está impagável no papel de Kirk Lazarus, ator australiano, vencedor de Oscars, que se entrega tanto ao papel que passa por uma cirurgia de modificação de pele para interpretar um soldado negro.