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quarta-feira, 26 de maio de 2010

Thor #607-610

Botando a casa abaixo

Editora: Marvel Comics
Publicação: Fev-Mai/10
Roteiro: Kieron Gillen
Arte: Billy Tan/Rich Elson (#607-609) e Doug Braithwaite (#610)

A participação de Thor em Siege é tão truncada quanto a mini-série principal. Personagens entram e saem da história, consequências aparecem sem você ter visto as causas (supõe-se que tenham sido mostradas em outros títulos) e a narrativa não flui naturalmente.

Esse foi o último material de Siege que li e esperava que o que eu ainda tivesse de dúvidas seria solucionado aqui. Uma delas realmente o foi parcialmente, em algumas cenas corridas: Voltstagg é efetivamente preso pelo seus crimes (ainda que ele tenha se entregue). Outra simplesmente não aconteceu: a morte relâmpago de Sentry na mini-série que eu acreditava teria mais destaque nesse título, foi mencionada em apenas um quadro e já no epílogo.

A história acompanha quatro grandes frentes: Tyr e a batalha em si, Balder e Heimdall e o desenvolvimento (que não aconteceu na mini-série) que levou à redenção de Loki no final, Kelda buscando aceitar a morte de Bill e Volstagg enfrentando Ragnarok, o clone de Thor. A primeira frente é mais do mesmo, a segunda poderia ser melhor e as duas últimas são simplesmente um "fecha a conta" para poder partir para próxima sem deixar nada pendente.

O que salva realmente essas histórias é a arte de Tan, Elson e Braithwaite de um aspecto levemente surreal que dá aos deuses uma aura diferenciada dos seres humanos normais. Isso, alguns bons diálogos isolados, como o de Balder e Thor no final, e o inesperado viral de Volstagg pelo Twitter-Facebook seguram essa coleção de cenas no Código 3.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Thor #601-603 e Giant-Size Finale

Deuses humanos



Editora: Marvel Comics

Publicação: Jun/09 a Jan/10

Roteiro: J.M.Straczynski

Arte: Marko Djurdjevic

A série cai um pouco de qualidade nesse terceiro arco/encadernado da nova série de Thor quando os deuses mudam-se para Latveria e Balder continua totalmente sem saber o que diabos está fazendo, sendo jogado pela história de um lado para o outro. A arte continua fantástica e as paisagens do reino de Doom rendem cenas ainda melhores que nas histórias anteriores.


Esse arco desenvolve o relacionamento entre Bill e Lady Kelda e nada de novo aqui: deuses imortais impressionados com a capacidade de maravilhar-se das criaturas finitas. Fica a sensação de que essa estória merecia mais tempo de maturação para ter o impacto que se esperava dela, mas isso não implica que ela tenha ficado ruim da maneira que foi executada.