sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Deixa ela entrar

Sentimentos Conflitantes


Direção: Tomas Alfredson
Título original: Låt den rätte komma in
Duração: 115 min
Idioma: Sueco
Lançamento: Out/09

Ok, entendi que o filme é sutil, é metafórico, é simbólico, é referencial blá blá blá... mas é bom? É... Mas é legal? Essa é para se pensar... Deixa ela entrar encaixa-se na famosa categoria "fantastichato" : a crítica adora, todo mundo fala bem, dizem que é um exercício de cinema fantástico e outras coisas do tipo, mas quando você resolve finalmente assistir fica com aquela sensação de... Por que afinal todo mundo estava falando tanto disso?

Minha última experiência desse tipo foi com o aclamado Como festejei o fim do mundo, um filme romeno sobre dois irmãos à época da queda do ditador Ceausecu no fim da guerra fria. Assisti o filme pausando a todo momento porque meu pensamento volta e meia escapava para alguma coisa sem importância, mas que naquele momento parecia mais interessante. Mas o filme era ruim? Certamente não... Os atores trabalhavam bem, tinha cenas muito bonitas, a trilha sonora era bacana... mas não rolou a química. Vai entender...

Assistir Deixa ela entrar rendeu sensações muito parecidas. Em nenhum momento diria que é um filme ruim, porque as tomadas são realmente muito legais, a câmera sempre procura ângulos diferentes e os diálogos são instigantes, meio surreais. Considerando que é um fime sueco, vale dizer que é como assistir um Ingmar Bergman sobre vampiros: é bom, mas tem horas que você acha que não vai conseguir resistir ao sono (tudo bem, assisti no meio da semana depois de um dia pesado no trabalho, mas ainda assim...).

O filme é econômico em tudo: na trilha sonora, nas cenas de ação, nos diálogos... E o pouco que é mostrado ou executado acaba tendo muito mais significado do que uma sucessão frenética e videoclíptica de imagens e mesmo cenas relativamente comuns em outros filmes ficam muito mais marcantes nesse. 

Enfim, não é certamente o mais fácil dos filmes e talvez eu tenha tido um problema de expectativa com ele, mas ainda assim o recomendo. No mínimo é garantido que, para o bem ou para o mal, você não vai sair com a impressão de que já viu isso antes. 

4 comentários:

Anônimo disse...

nossa, ler o seu blog faz com que eu mate um pouco das saudades de conversar com vc. Das suas tiradas geniais, suas ironias e seu humor muito particular.
Morro de saudades de vc aqui!!!!
finalmente vc resolveu escrever um blog, que bom! Parabenssss
beijos carol

disse...

fiquei surpreso com o 4!

não que eu não tenha gostado, eu daria 4 tb... mas pelo que vc escreveu... pra mim está longe de ser um filme chato do bergman, mas é tb inovador e fofo. Tem uma tratativa bem diferente sobre o tema (é muito legal não mostrar fangs o filme todo)... e as crianças são incríveis!!

Rodrigo Zago disse...

Valeu, Carol!!
Passa sempre por aqui então e a gente pode ficar discutindo sobre o que você anda vendo de bom por aí também!
Espero que esteja tudo bem!
Bjs!

Rodrigo Zago disse...

Ué,
Não quis dizer em nenhum momento que o filme é ruim (tanto o Código 4), pois as qualidades técnicas dele são inegáveis.
E sim, tanto ele, quanto ela estão ótimos em todas as cenas. Os dois são muito bons mesmo.
O que quis passar foi minha sensação em ver o filme... Ainda que eu soubesse que estava vendo um bom filme, por algum motivo não conseguia efetivamente entrar nele por causa do ritmo.
É um tipo de filme que você realmente tem que estar no espírito certo para assistir.
Abraço