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domingo, 13 de junho de 2010

Thor #604-606

Batalha épica na Latveria

Editora: Marvel Comics
Publicação: Fevereiro a Março/2010
Roteiro: Kieron Gillen
Arte: Billy Tan

Cyberasgardianos? Sério?

Em certas ocasiões a mistura de universos narrativos completamente distintos acaba gerando aberrações que tiram qualquer ponta de seriedade de uma história. Nesse caso, os universos mesclados são o mitológico escandinavo de Thor e o tecnofantástico do Quarteto e do Dr.Destino. Gillen (substituindo temporariamente Straczynski) tenta criar momentos de intensidade dramática a partir dessa situação, mas não funciona simplesmente porque o conceito em si já é equivocado. 

Colocando de lado esse problema específico no roteiro, vale dizer que Latverian Prometheus, apesar de ser apenas uma cena de batalha estendida por três edições, é uma cena bem executada. Os diálogos são positivamente rebuscados, conferem um ar Histórico à batalha e, como tem sido por toda a atual fase do deus do trovão, conseguem captar a essência dos personagens, em especial Loki, Blake e os Três Guerreiros. 

A única personagem que ainda me incomoda é Balder que continua sendo tratado como um peão, jogado de um lado para o outro e sendo levado pelos eventos, a ponto de até a própria personagem verbalizar o problema. É verdade que essa situação tem sido necessária para que as idéias principais de Straczynski para a série sejam implementadas, mas fiquei decepcionado em ver que a promissora mudança de status da personagem em edições anteriores não foi aproveitada melhor. Continuo a seguir a trama para ver se ainda haverá outras viradas no roteiro que alterem essa percepção. 

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Thor #607-610

Botando a casa abaixo

Editora: Marvel Comics
Publicação: Fev-Mai/10
Roteiro: Kieron Gillen
Arte: Billy Tan/Rich Elson (#607-609) e Doug Braithwaite (#610)

A participação de Thor em Siege é tão truncada quanto a mini-série principal. Personagens entram e saem da história, consequências aparecem sem você ter visto as causas (supõe-se que tenham sido mostradas em outros títulos) e a narrativa não flui naturalmente.

Esse foi o último material de Siege que li e esperava que o que eu ainda tivesse de dúvidas seria solucionado aqui. Uma delas realmente o foi parcialmente, em algumas cenas corridas: Voltstagg é efetivamente preso pelo seus crimes (ainda que ele tenha se entregue). Outra simplesmente não aconteceu: a morte relâmpago de Sentry na mini-série que eu acreditava teria mais destaque nesse título, foi mencionada em apenas um quadro e já no epílogo.

A história acompanha quatro grandes frentes: Tyr e a batalha em si, Balder e Heimdall e o desenvolvimento (que não aconteceu na mini-série) que levou à redenção de Loki no final, Kelda buscando aceitar a morte de Bill e Volstagg enfrentando Ragnarok, o clone de Thor. A primeira frente é mais do mesmo, a segunda poderia ser melhor e as duas últimas são simplesmente um "fecha a conta" para poder partir para próxima sem deixar nada pendente.

O que salva realmente essas histórias é a arte de Tan, Elson e Braithwaite de um aspecto levemente surreal que dá aos deuses uma aura diferenciada dos seres humanos normais. Isso, alguns bons diálogos isolados, como o de Balder e Thor no final, e o inesperado viral de Volstagg pelo Twitter-Facebook seguram essa coleção de cenas no Código 3.