terça-feira, 1 de junho de 2010

Thunderbolts #139-143

Personagens menores, mas profundos

Alerta: o texto abaixo pode conter revelações não desejadas de edições que ainda não foram publicadas no Brasil

Editora: Marvel Comics
Publicação: Fev-Jun/10
Roteiro: Jeff Parker
Arte: Miguel Sepulveda (#139-141 e #143) e Wellinton Alves (#142)

Mais uma série em que eu pego o bonde andando e, ainda que não esteja rumando à estação final, certamente está mudando completamente de direção e parece que a viagem até aqui foi bem interessante.

Na primeira das histórias, ainda sob o selo Dark Reign, Osborn envia os Bolts para uma batalha contra os Agentes de Atlas e, apesar de não conhecer nenhum dos personagens em qualquer dos dois lados, os diálogos e a caracterização me permitiram ter uma boa noção de quem eles são e tornou a batalha de duas partes bastante interessante. O ponto dessa história parecia ser apenas colocar Scourge, o único membro dos Bolts que aparentemente não questiona as intenções de Osborn, preparado para uma virada (que depois vi que não aconteceu) durante The Siege.

Na segunda parte da história, já efetivamente sob o selo The Siege, os Bolts ganham uma missão paralela de conseguir a lança de Odin, ao invés de serem jogados diretamente na batalha principal. Certamente uma boa escolha editorial, que permitiu não só não nos sobrecarregar ainda mais com milhares de títulos mostrando as mesmas cenas sob ângulos diferentes, mas também permitir fechar de forma satisfatória e sem muitas distrações essa versão da equipe.

O que vimos apenas como flashes em Mighty Avengers é mostrado em primeiro plano aqui e o eixo principal da história é a lança passando de mão em mão entre os Thunderbolts e os Vingadores e você imaginando quem afinal de contas vai terminar com ela.

A virada da série no final, com um painel mostrando Luke Cage olhando para a prisão de super-humanos e mencionando que vai ajudar vilões a se regenerarem, não me empolgou muito, porque sinceramente gostaria de continuar acompanhando as histórias desses personagens que vi nessas duas histórias. Espero que o gancho com Paladino e a lança de Odin seja seguido nessa nova fase e que personagens como o Homem-Formiga continuem dando as caras.

Em ambas as edições, é muito acertada a arte repleta de sombras de Miguel Sepulveda, o que garante o clima que a série necessita e a sua tomada de Asgard é impressionantemente bela. Wellinton Alves entra para cobrir a edição #142 e consegue manter o mesmo nível das outras.

São ótimas histórias que me deixaram com bastante vontade de checar essa fase Dark Reign dos Thunderbolts!

2 comentários:

Henrique disse...

Taí, esse realmente me agradou. Peguei pra ler da mesma maneira que outrous tie-ins de Cerco. Mas este foi acertado em criar uma história própria a ser desenvolvida, ainda que contida dentro do mesmo megaevento. Não conhecia os personagens. Foi uma grata surpresa rever o Bazuca - psicopata que fez uma participação bombástica no clássico A Queda de Murdock.

Rodrigo Zago disse...

Essa série me surpreendeu mesmo. É aquela história do Empata que você comentou há anos: quando você pega um personagem que sempre esteve lá e finalmente mostra que ele era muito mais interessante do que parecia a princípio é ainda mais legal do que quando você lê uma boa história de um personagem que praticamente já "se escreve sozinho".
Bom saber que você continua dando as caras por aqui!
Abração!