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sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

O discurso do rei

Genuinamente um candidato ao Oscar

Direção: Tom Hooper
Título original: The king's speech
Duração: 118 min
Idioma: Inglês
Lançamento: Fev/2011


O discurso do rei é um filme visivelmente idealizado para ser indicado ao Oscar e dada a competência da execução fica fácil entender porque acabou levando a estatueta. Uma história sobre amizade com pano de fundo político e histórico e dois atores de peso para contracenar - como poderia dar errado? Infelizmente, essa ânsia pela premiação acaba sendo o maior defeito do filme, que torna cenas mais triviais (o próprio discurso do título) em momentos apoteóticos de superação humana. Uma extravagância que, no entanto, não tira o brilho das interpretações geniais de Colin Firth (merecido Oscar) e Geoffrey Rush ou dos diálogos inspirados do roteiro de David Seidler. Nem sempre o vencedor do Oscar é um filme que valha o tempo investido, mas certamente não é esse o caso.

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Quando me apaixono

Independentes e similares

Direção: Helen Hunt
Título original: Then she found me
Duração: 100 min
Idioma: Inglês
Lançamento: Ago/2010

Os "independentes" e seus personagens desajustados em busca de amor e um lugar em uma sociedade complexa e cruel são uma fonte inesgotável de estórias tão diferentes ainda que ao mesmo tempo sempre aparentemente iguais (ênfase no "iguais"). Agora foi a vez da oscarizada e diretora estreante Helen Hunt ir beber dessa fonte e criar o seu repertório de pessoas "humanas, demasiadamente humanas" que habitam o universo dos filmes independentes.

O nome em português é um pouco enganador, já que pode dar a idéia de estarmos falando de apenas mais um romance ou, muito pior, de uma comédia romântica, quando na verdade, o mote da estória é o chamado da maternidade e como ele pode aparecer das mais diferentes maneiras para as mulheres. O título em inglês, literalmente "Então ela me achou", interpreta melhor os eventos catárticos que mudam a vida da protagonista intepretada pela própria diretora.

Com uma narrativa entrecortada, uma estória com a carapaça formulaica do cinema independente e uma direção bastante conservadora, Quando me apaixono não decola nunca e só não é uma perda total porque realmente há bons atores se esforçando para garantir alguns momentos de genuína emoção ao longo fo filme. Destaque-se a própria Hunt, Colin Firth e a desaparecida Bette Midler.

Demorou três anos para aparecer pelo Brasil, passou relativamente desapercebido pelos cinemas e pela mídia e se você não sentiu falta é porque não tinha motivo mesmo.