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segunda-feira, 12 de julho de 2010

Siege - One-Shots



Captain America

Editora: Marvel Comics
Publicação: Jun/10
Roteiro: Christos Gage
Arte: Federico Dallocchio

Uma história que poderia ter sido lançada sob qualquer outra forma e não tem qualquer relação com Siege em si. Bucky e Rogers enfrentam um vilão genérico (tanto que nem me lembro mais qual era) que fez uma garota como refém. A idéia é mais uma vez vender Bucky como um Capitão América para a nova era. Gage de Thunderbolts e Avengers: The Inititative me surpreende mais uma vez com uma ótima abordagem dos dois personagens.

Spider-Man

Editora: Marvel Comics
Publicação: Jun/10
Roteiro: Brian Reed
Arte: Marco Santucci

Venom vs Homem-Aranha em um necessário conflito final no apagar das luzes de Reino Sombrio (faltou Daken vs Wolverine). Uma luta e não mais do que isso, que ficaria pesada demais se fosse agregada à série principal e irrelevante demais se fosse resumida a uma página. Leve e sem muitas consequências.


Loki

Editora: Marvel Comics
Publicação: Jun/10
Roteiro: Kieron Gillen
Arte: Jamie McKelvie

Loki sendo Loki e fazendo mais uma das suas rocambolescas maquinações. Muita informação em uma só edição, mas uma história interesante que contém pelo menos um fato relevante para o evento em si e também para a continuidade Marvel como um todo: Hela volta a ter um "inferno". Arte limpa e eficiente de McKelvie.

Young Avengers

Editora: Marvel Comics
Publicação: Jun/10
Roteiro: Sean McKeever
Arte: Mahmud A. Asrar

Uma daquelas edições paralelas que ajuda a dar à Siege a sensação de evento épica que impacta a maioria das personagens do Universo Marvel. Ótimas interações entre os Jovens Vingadores, especialmente Patriota e Gaviã Arqueira. Não é o melhor dos one-shots, mas pelo menos é o que mais parece ser parte do evento.

Secret Warriors

Editora: Marvel Comics
Publicação: Jun/10
Roteiro: Jonathan Hickman
Arte: Alessandro Vitti

Com a morte de Ares durante o Cerco, Phobos decide ir atrás do homem que supostamente permitiu ou ordenou que o conflito acontecesse: o presidente dos Estados Unidos. Não li ainda Secret Warriors, mas um garoto que parece nem ter atingido a puberdade sair matando dezenas de guarda-costas e seguranças (pelo menos foi o que pareceu) é uma evolução um tanto duvidosa para a personagem (mesmo sendo o Deus do Medo). Há também um momento reencontro entre Steve Rogers e Nick Fury bem bacana, mas que simplesmente não precisava ter acontecido durante Siege. Arte e diálogos sólidos, mas ainda um pouco em dúvida sobre as escolhas do roteiro.

The Cabal

Editora: Marvel Comics
Publicação: Fev/10
Roteiro: Brian Michael Bendis
Arte: Michael Lark

Ótimo prelúdio para o evento. A Cabala se encerra com a saída apoteótica e explosiva de Destino. Um dos últimos pilares a sustentar Norman no poder desaba e agora falta pouco para o fim do Reino Sombrio. Ótimo texto, arte sólida.

The Sentry - Fallen Sun

Editora: Marvel Comics
Publicação: Jul/10
Roteiro: Paul Jenkins
Arte: Tom Raney

Faltou ser um pouco mais "gráfico", afinal de contas isso é uma revista em quadrinhos, não um livro. Ao invés de desenhar os rostos das personagens manifestando seus sentimentos por Sentry, Tom Raney poderia ter usado mais imagens para ilustrar o que elas falavam. No resto, ótimo tributo de Paul Jenkins a uma de suas melhores criações.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Thor v3 #7-12 e Thor #600

Reescrevendo a História

Editora: Marvel Comics
Publicação: Mai/08 a Abr/2009
Roteiro: J.M.Straczynski
Arte: Olivier Coipel e Mark Djurdjevic

Menos formulaicas que as histórias do primeiro arco/encadernado, a mairia das edições desse conjunto focam em aprofundar-se nos personagens, algo não tão comum entre as batalhas épicas e as criaturas fantásticas da mitologia nórdica. Temos um mergulho no vazio existencial de Balder, o desenvolvimento de uma(s) mal-resolvidas relações pai-filho, um passeio pelo desenvolvimento das motivações de Loki etc.

As estórias são muito boas e Straczynski se supera nos diálogos na maioria delas, em especial "Forced Perspectives", a história que foca em Balder, onde temos uma surpreendente revelação junto com uma de muitas alterações drásticas na história dos personagens ao longo dessas edições. Ainda que escritas como se essas mudanças sempre estivessem estado lá desde o princípio, em uma análise mais profunda elas podem invalidar muitas passagens de histórias anteriores (ex. o lento desenvolvimento do ódio de Loki por Thor).

Nenhuma das mudanças é efetivamente problemática se no fim refrescarem essa franquia que já deve estar chegando aos seus cinquenta anos. Straczynski parece gastar boa parte do seu arsenal de idéias novas de uma vez só (a maior parte dessas sete edições contém eventos bastante relevantes) o que nos faz pensar até quando ele vai conseguir manter esse ritmo.

A história com a homenagem ao Capitão América, ainda que tenha alguns pontos altos (bons diálogos e ótimos desenhos), é irrelevante para a trama que vinha sendo seguida e realmente poderíamos passar sem ela.

No conjunto, porém, mais um grande acerto da nova equipe criativa.

Obs.: a série retoma a sua contagem da série original na edição #600 como se volumes 2 (85 eds. ou #503-587) e 3 (12 eds. ou #589-599) fossem uma continuação ininterrupta da mesma.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

Thor v3 #01-06

Retorno de proporções divinas

Editora: Marvel Comics
Publicação: Set/2007 a Fev/2008
Roteiro: J.M.Straczynski
Arte: Olivier Coipel

Depois de algum tempo afastado do universo Marvel após o cataclísmico evento que finalizou a versão anterior de sua série, o Deus do Trovão retorna em grande estilo com a arte espetacular de Oliver Coipel e um ótimo enredo de J. Michael Straczynski.

Longe de ser forçada, a "ressurreição" de Thor abre uma discussão sobre o ser divino e sua relação com o ser humano e sua jornada para "despertar" os deuses nos corações dos homens rende ótimos momentos.

A escolha pela localização de Asgard garante um viés mais realista e prosaico para estória, permitindo alternar os momentos de grandiosidade divina com outras de pragmatismo e pé-no-chão com os personagens de uma cidadezinha no coração da América.

O ritmo também é muito bem construído e cada edição é uma estória fechada em si ao mesmo tempo que avança o enredo principal. Cada capítulo dá um passo a frente: o retorno de Thor, a recriação de Asgard, o despertar de Heimdall, depois dos três guerreiros etc.

Um grande retorno para um grande herói!