Mostrando postagens com marcador Bryan Hitch. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Bryan Hitch. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 1 de julho de 2010

New Avengers #61-64 e New Avengers Finale

Não exatamente um final

Editora: Marvel Comics
Publicação: Mar-Jun/10
Roteiro: Brian Michael Bendis
Arte: Stuart Immonen (#61-62 e Finale), Mike Mckone (#63-64) e Bryan Hitch (Finale)

Dos títulos participantes de "The Siege" que li até o momento, New Avengers é de longe o mais inexpressivo, mas nem por isso deixa de ser bom. Afinal de contas, das poucas histórias que li desses "Novos" Vingadores, nada era muito grandioso mesmo e não poderia ser diferente dada a formação da equipe, cujos heróis estão na maioria acostumados a enfrentar ameaças menos "cósmicas" como Homem-Aranha, Wolverine ou Luke Cage.

E é exatamente um final condizente com a série que vemos nessas últimas histórias. Nas duas primeiras partes, por exemplo, o esconderijo desses Vingadores renegados é descoberto e eles passam a maior parte do tempo enfrentando vilões de vigésima categoria como Mandril e Grifo. O que importa para Bendis é a interação entre seus personagens, e visivelmente ele gosta tanto deles que é difícil não gostar também.

Seguindo a mesma linha, nas histórias seguintes, muito bem ilustradas por Mike Mckone, quando eles finalmente juntam-se à batalha em Asgard, o enredo passa a maior parte do tempo em modo flashback, mostrando a interação entre os casais Gavião e Harpia e Cage e Jessica. Inclusive, na que deveria ser a última edição da série, grande parte da história dedica-se às conversas entre Parker (The Hood) e Whitney (Masque) enquanto eles tentam não ser presos.

O Finale em si, edição especial que conclui esse arco e a série, conta com um pouco mais de ação, mas ainda assim, o forte continuam sendo os diálogos e a sensação de que, mesmo com Nefária envolvido, aquela história e aqueles personagens poderiam realmente ser reais.

Finale pode ser o final de New Avengers, mas não é realmente o fim da passagem de Bendis pelos Vingadores. Ele assume ainda esse mês, ao lado de John Romita Jr., o novo título Avengers, com uma equipe com mais poder de fogo (Thor, Homem de Ferro etc.). Depois de sete anos e de um círculo completamente fechado de histórias, vamos ver se Bendis ainda tem boas histórias para contar com essas personagens.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Captain America: Reborn #1-5

Retorno (inevitável) de uma lenda

Editora: Marvel Comics
Publicação: Set/09 a Mar/10
Roteiro: Ed Brubaker
Arte: Bryan Hitch

Ed Brubaker, o cara que escreveu e continua escrevendo uma das melhores fases do Capitão América traz de volta o capitão original Steve Rogers pouco mais de dois anos após ter causado sensação com sua morte. Claro que ningúem levou a sério por um segundo que ele continuaria morto e sempre soubemos que voltaria, só não prevíamos que seria (nem gostaríamos que fosse) tão rápido. Aparentemente, o momento tem contexto: Rogers deve ser justamente a fagulha a inflamar os heróis a fecharem o cerco (The Siege) a Osborn e seu Dark Reign.

Voltando ao roteiro em sim: Rogers morreu E não morreu e agora não-perdido no tempo, fica deslizando para o passado e futuro e a cada pulo, um clarão branco surge nas pontas da página. Para completar a mulher que ele ama é chamada por todos de "a constante". Sou só eu, ou mais alguém acha que é muito cedo para uma referência a Lost não soar como homenagem, mas sim pura falta de imaginação?

Bom, crítica feita, vamos ao lado bom do mecanismo escolhido para o "retorno": ele permite Brubaker prestar uma ótima homenagem recapitulando os momentos mais significativos da sua carreira, enquanto no fluxo normal da história, reúne a grande maioria das personagens de apoio mais relevantes (Sharon, Bucky, Sam, Barton etc.), assim como os principais inimigos do Capitão.

Enfim, a história grita "épico" desde a premissa até os pequenos detalhes e realmente entrega o que promete. O desenhista Bryan Hitch (
UltimatesThe Authority) foi escalado justamente para garantir esse ar de grandiosidade, e, na maior parte do tempo é isso que ele transpira nas páginas. A arte-final de Butch Guice, no entanto, deixa o resultado um pouco mais "sujo" do que seria ideal.

Brubaker coloca sua assinatura em mais uma ótima história que entra para a lista de grandes momentos do Capitão América.